É o caminhar com as próprias pernas…

Carrega uma mochila pesada, parece até que passou por alguma dessas construções e jogaram tijolos e pedras dentro.

pernas curtas, porém MINHAS.

Peso demais prejudica a coluna, prejudica o corpo, que prejudica a mente, prejudica a coragem de encarar a vida, de viver a vida. Não costumava ter problemas pra discernir tanto sobre FICAR ou NÃO em um determinado lugar, FAZER ou NÃO determinada coisa. ..Não costumava ser tão insegura. Agora além de tijolos, acrescentaram blocos…

“São quase 12 meses, parte dos 19 anos… uma experiência maluca, totalmente maluca. Desisti de um sonho aos 14 anos, que hoje provavelmente faria de mim uma pessoa rica. Aquele era o único esporte (e continua sendo) que um pobre deixa de ser pobre em uma velocidade surpreendente  se não for um gênios da tecnologia ou ciência. Com 15 comecei um trabalho árduo, venci barreiras, cresci, amadureci tanto que ganhei o apelido de velha, mesmo aos 15…INICIEI a escalada em busca do topo, da realização. Aos 17 desejava correr, aos 18 enlouqueci quando encontrei duas direções. Escolhi a que apontava para a placa TENTE pois acreditava que para VIVER era preciso tentar, inovar, acreditar… acreditar na MUDANÇA, ACREDITAR NO NOVO. “

O topo…

Acreditamos tanto que tudo visto por cima/de cima é melhor, né? Conseguiu chegar no lugar, pra não dizer cidade, que sempre desejou.

“Não sei se são só os fatos ou algumas nuvens que estão atrapalhando enxergar as luzes, as cores que imaginava, as oportunidades, as pessoas, a poltrona dos sonhos com um dos melhores drinks ao lado. Talvez seja falta de conhecimento, de inteligência emocional, de capacidade,  de uma classe social economica elevada, de um pai ou mãe pra bancar as minhas festas, meus desejos que costumo chamar de necessidades. Vejo tantos jovens que acabam não valorizando as condições financeiras, a preocupação de seus pais, as muitas oportunidades que são dadas de forma fácil…ainda não sei CRIAR portas, por enquanto, estou na tentativa de criar e depois abrir janelas.  Quando você se compromete com algo, deve ir até o fim…pelo menos foi isso que meus pais tentaram me ensinar. Estar aqui parece um pesadelo que no meio da noite se transforma em sonho (raramente o contrário). Então, por que continuar? “

São três ingredientes e uma pitada de infelicidade: comprometimento, formação e principalmente teimosia. É o caminhar com as próprias pernas e sofrer tropeços, mas continuar tentando em busca de algo que desconheço, mas acredito.

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